Ministro recebe empresários e políticos fluminenses
31/01/2012
A equação financeira para desapropriar uma área do Cemitério Maruí, em Niterói, e, desse modo, permitir o início das obras de duplicação da Avenida do Contorno – trecho de 2,5 quilômetros – foi fechada nessa terça-feira (31/1). O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, recebeu em audiência empresários da indústria naval niteroiense, parlamentares e representantes do governo do estado do Rio, quando ficou acertado que os R$ 2,5 milhões – custo da remoção dos 300 jazigos do cemitério – serão obtidos por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da indústria naval e de emenda parlamentar proposta ao Orçamento da União.
“Acabei de conversar com o prefeito Jorge Roberto Silveira para lhe informar a proposta e ele aceitou. Teremos R$ 600 mil da ANTT, R$ 400 mil dos estaleiros e o deputado federal Chico D´Ângelo (PT-RJ) fará uma emenda parlamentar de R$ 1,5 milhão”, disse o ministro Moreira Franco.
O acordo com a prefeitura de Niterói permitirá que a obra de duplicação seja iniciada o mais breve possível. O secretário de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca do Rio, Felipe dos Santos Peixoto, explicou que, com o aval da prefeitura, a concessionária Autopista Fluminense poderá apresentar o projeto para início das obras.
“Estamos bem otimistas com relação ao início das obras. Estivemos com o ministro Moreira Franco e sabemos que é interesse do governo federal a realização da obra”, disse o diretor-presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuáerio (Fenavega) e vice-presidente setorial da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Meton Soares Junior.
Após a reunião, o ministro Moreira Franco informou Meton Junior sobre o resultado da conversa, por telefone, mantida com o prefeito Jorge Roberto Silveira. “Podemos comemorar”, assegurou o ministro.
Da reunião desta terça-feira participaram também o secretário executivo da Fenavega, Marcos Machado Soares, Sérgio Leal (Sinaval), Renato Bittencourt (Equipemar), Aloísio Pessoa (Estaleiro Aliança), Robson Caresia (Estaleiro UTC), Paulo Rebelo e José Carlos Tadeu.
Histórico – A obra de duplicação da Avenida do Contorno é importante para desafogar o tráfego na região de Niterói. Diariamente, circulam cerca de 80 mil veículos e, em função da pista simples, os congestionamentos são inevitáveis. O projeto de duplicação deveria ter sido feito há 38 anos, quando a Ponte Rio-Niterói foi inaugurada.
A partir da concessão da BR-101 Norte, que começa na boca da ponte e termina na divisa dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ganhou força o projeto de duplicação daquele trecho. Na semana passada, o ministro Moreira Franco participou de reunião no gabinete do prefeito Jorge Roberto, que contou com participação de dirigentes da ANTT, do governo fluminense e da Autopista Fluminense. Na ocasião, ficou decidido chamar os representantes da indústria naval para uma avaliação do processo. Isso porque o traçado original da duplicação passaria pelo terreno de estaleiros de Niterói.
Com a alternativa de utilizar o terreno do cemitério, o contorno livraria a redução dos pátios e, deste modo, permitindo o pleno funcionamento dos estaleiros. De acordo com executivos da Autopista Fluminense, dentro de dois meses a concessionária poderá dar início às obras, com a construção de um viaduto na saída da Ponte Rio-Niterói.
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