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Duplicação da Av. do Contorno vai ser liberada ainda em janeiro (Jornal O Globo)

07/01/2012

 

Identificado como um dos pontos críticos no trânsito da Região Metropolitana, a Avenida do Contorno pode começar a ser duplicada ainda este ano. Segundo o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco (PMDB), no próximo dia 19, em Niterói, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dão a autorização para o início das obras.
 
Contudo, o Ibama terá que novamente analisar parte do projeto, já que o novo traçado foi alterado para minimizar o impacto nos estaleiros instalados ao longo da via.
 
— Estamos a um passo da instalação de um dos principais projetos do Estado (Comperj), e o desenvolvimento regional não pode ficar refém de uma via que já não suporta mais o fluxo — disse o ministro.
 
Prometida há 36 anos durante a inauguração da Ponte Rio-Niterói, a duplicação dos dois quilômetros da via estava orçada em R$ 25 milhões — valor que pode mudar com a alteração do trajeto — e deve demorar dois anos para ser concluída. O ministro, que intermediou a tramitação do projeto em Brasília, diz que Niterói não pode esperar nem mais um ano para que a obra comece.
 
O traçado original foi um dos principais entraves para a execução da duplicação, que já tinha o licenciamento ambiental aprovado desde 2009. Isso porque a nova pista que seria criada passaria pela área de quatro estaleiros, que ficam na pista em direção à Ponte.
 
Para atender os estaleiros, a prefeitura de Niterói chegou a oferecer a área no sentido oposto da pista onde fica o Cemitério do Maruí e uma pedreira abandonada, mas a ideia está descartada pela ANTT, já que o município não apresentou garantias de liberação da área.
 
As cobranças para a autorização das obras se intensificaram em outubro do ano passado, quando a Defensoria Pública da União questionou o atraso no início das mesmas e a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados fechou o cerco no Congresso. Na época, o defensor federal André Ordacgy chegou a classificar como injustificável o retardamento do início das obras.
 
Fonte: O Globo

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