Microcrédito é opção para crescer
08/01/2012
É comum ouvir dizer que banco só dá dinheiro pra quem menos precisa. Ou seja, para quem já tem dinheiro. Felizmente, tem ocorrido uma mudança nesta lógica. Em primeiro lugar as instituições financeiras descobriram uma coisa que qualquer trabalhador sabe: que a maioria das pessoas preza por ter o seu nome limpo, por isso se esforça o máximo possível para pagar suas dívidas em dia. Ou seja, que pobre é tão bom – e não raro até melhor - pagador quanto rico. Logo, que é bom negócio fazer negócio com ele.
Por isso os bancos também têm feito o possível para se aproximar de locais onde antes não havia atendimento bancário. Uma forma é a rede de correspondentes bancários, que não são agências, mas pontos de atendimento bancário em comércios locais como correios, mercados e lotéricas, onde é possível pagar contas, sacar benefícios sociais do bolsa família e do INSS e, inclusive, abrir conta, obter empréstimos e adquirir outros produtos financeiros. Trata-se de um trabalho importante em que ganham os moradores das comunidades, que tem mais comodidade e opções de atendimento, ganham os empresários que atuam como correspondentes, já que são remunerados por seu trabalho e reforçam o seu caixa, e ganham as instituições financeiras ao atender mais clientes.
Algumas instituições financeiras estão indo além e se posicionando fisicamente dentro de comunidades. De olho no aumento da renda dos trabalhadores, passam a oferecer ainda mais opções e serviços financeiros para a população e para os empresários locais. A Rocinha, por exemplo, foi a primeira favela do Rio de Janeiro a receber uma agência bancária, do Banerj, quando eu era Governador. Mas só recentemente recebeu novos pontos de atendimento bancário.
Nesse processo, as instituições financeiras visam aproximar seus produtos dos clientes com opções financeiras diferenciadas. Com isso, devem atender as necessidades específicas de quem, por exemplo, tem um pequeno negócio, como um mercadinho, um salão de beleza ou lanchonete. Uma destas modalidades se chama microcrédito produtivo e pode ser uma excelente opção para quem pretende comprar um equipamento novo, renovar o estoque ou adquirir matéria-prima para produzir. A forma de conceder o crédito também tem mudado. Agora é mais simples e exige menos documentos. As taxas de juros, em especial dos bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa, são atrativas e com prazos de até 24 meses para pagar.
Os bancos sabem que há bons negócios em cada comunidade, onde há clientes que ficaram por anos esperando uma oportunidade de melhorar seus negócios, empreender e melhorar suas vidas.
* Esse artigo foi publicado nos seguintes veículos do RJ : Capital - Mercado & Negócios, Diário de Petrópolis, Folha da Manhã, Gazeta Niteroiense, Jornal Noroeste, Jornal O Sol, Site Baixada Fácil e Tribuna da Serra.
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