Democracia digital e participativa
29/09/2011As informações sobre os fatos políticos, sociais e culturais de nossas cidades e do país estão agora disponíveis nos computadores, celulares e outros aparelhos a um simples toque e, praticamente, em tempo real. E, com a disseminação das mídias sociais, pode-se acompanhar a repercussão dos acontecimentos mais importantes não somente junto aos especialistas e personalidades, como também observar a opinião dos nossos amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
A combinação de acesso facilitado a informação relevante com interação imediata entre as pessoas gera um ambiente propício ao diálogo, ao debate de ideias, à mobilização em torno de boas causas. Esse recurso tecnológico pode mesmo mudar a realidade política de uma Nação. Cito o exemplo da chamada Primavera Árabe, mobilização popular que derrubou regimes ditatoriais no Oriente Médio e que teria encontrando nas redes sociais da Internet o terreno fértil para organização dos manifestos pacíficos, mas também avassaladores, em diferentes países.
Todos nós podemos interagir nesse ambiente. Nele, os mais experientes contribuem compartilhando e confrontando grande parte de suas vivências com o entusiasmo alegre ou com a revolta dos muitos jovens. Estes, por sua vez, encontram uma arena desafiadora para suas ideias, que pode se converter em um espaço vibrante de aprendizagem. Há o risco da ação de radicais malucos, que devem e podem ser combatidos sem precisar, para tanto, tolher a liberdade completa desse meio.
No ambiente interativo das mídias sociais ganham todos e a soma dos fatores aqui é, certamente, maior do que as partes. Não só as pessoas, individualmente, são favorecidas. As cidades brasileiras podem se beneficiar com esse processo de cooperação, de intercâmbio de experiências e de aprendizagem. Isso porque, a discussão dos problemas e das potencialidades de cada comunidade poderá vir acompanhada de propostas de soluções audazes e inovadoras. E também daquelas respostas mais óbvias e mais simples que nem por isso são tão fáceis de serem percebidas.
As prefeituras, governos estaduais e o próprio governo federal, por exemplo, possuem um arsenal de programas e ações disponíveis para resolver as questões da educação, saúde e segurança. Na implementação de suas políticas públicas, os governos tentam considerar fatores econômicos e sociais locais. Pode-se ir além, é claro. Uma vez abertos às redes sociais, se beneficiam também de outros quesitos difíceis de ser encontrados no planejamento burocrático: os anseios, os sonhos e os valores que dão sentido à vida de cada um e de todos os brasileiros.
* Esse artigo foi publicado nos seguintes veículos do RJ : Capital - Mercado & Negócios, Diário de Petrópolis, Folha da Manhã, Gazeta Niteroiense, Jornal Noroeste, Jornal O Sol, Site Baixada Fácil e Tribuna da Serra.
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